CAMPEÃ PRIMEIRA ETAPA DO CIRCUITO CATARINENSE - BC 28 DE MAIO







tens dado vida.
-- Salmos 119:93
Uma Surfista de Cristo..... Vice Campeã Sul Americana de Longboard 2014 - Tetra Campeã Paranaense
CAMPEÃ PRIMEIRA ETAPA DO CIRCUITO CATARINENSE - BC 28 DE MAIO















A Igreja Bola de Neve promove nos dias 30 de abril e 1 de maio, a segunda etapa Bola de Neve de Surf.
A igreja evangélica Bola de Neve tem se caracterizado por reunir jovens, incluindo os pastores, e atuar entre skatistas, surfistas e motoqueiros. Em Curitiba, a Bola de Neve reúne mais de 3 mil membros. A igreja também tem sedes em Paranaguá, Ipanema, Matinhos e Guaratuba.
A 2º Taça de Surf Quebra Coco Bola de Neve 2011 será na praia de Matinhos e vale 1.000 pontos para o ranking paranaense de surf.
Além do surf haverá competições de MotoCross, gincanas, corridas e uma pista (street) de skate construída para o campeonato. No sábado a noite a abertura do campeonato será um lual com a banda de reggae Reobote Zion (SP) junto com um rolê de skate ao ar livre.
As categorias em disputa são: Open, Feminino, Curitiba, Bola de Neve, Júnior, Mirim, Iniciantes, Longboard Masculino e Feminino.
Os interessados devem se inscrever entre os dias 8 e 30 de abril em qualquer uma das sedes Bola de Neve no Paraná: Curitiba, Paranaguá, Matinhos, Ipanema ou Guaratuba.
O valor da inscrição é de R$ 20 mais 5 kg de alimentos não-perecíveis. As doações serão destinadas a Ação Social local. Caso o atleta não entregar o alimento na hora de sua bateria, será desclassificado.
As premiações variam entre pranchas, blocos, roupas e acessórios de surf.
Este evento conta com o patrocínio: Igreja Bola de Neve (Curitiba)
Co-patrocínio: Fox Plotagem, Lonas Alvoradas, Imobiliária Tantus, Nova Era Turismo, Centro Positivo Tecnológico, Momentum Surf Brasil, Cia Glass, Shaper Guga Rattmann (Diesel Glass) e Ultra Shock SkateBoards
Apoio: Paraná Esporte, Prefeitura de Matinhos, UFPR (Litoral), 91 Rock, Raphasilk (Serigrafias), Matheus Camargo, Waveslave (WS), Litoral Ondas, Imobiliária Hartmann Imóveis, RS Corretores, Sul Oeste (Lubrificantes), ManuService (Tecnologia em Manutenção), Rádio Tá Amarrado, Tecnicópias (Impressão Digital), Gráfica Capital, Seripar (Brindes Inovadores) e Restaurante Mariscão.
Cobertura: Jesus Cristo
Para obter mais informações sobre o evento entre em contato pelos telefones (0xx41) 9992-9914 (Lenilton) / 8865-0493 (Batata)
Saiba como ser um patrocinador do evento – 41 8865-0493 / 9992-9914
Por: Batata


Walter Alves/Gazeta do Povo
“Acima do surfe só Deus”. Definição exagerada? Não para Aminandes Pamplona Neto, 14 anos, e outros tantos jovens moradores do litoral paranaense, que descobriram em cima da prancha uma paixão quase indescritível.
O que para muitos é apenas um hobby, para Neto, por exemplo, é a profissão a ser vivida. “O surfe é minha vida, é o que quero como profissão. Sinto muita paz no mar e harmonia entre os colegas quando surfo”, descreve o garoto que trocou o futebol pelas ondas.
Na mesma vibe, a troca de Thiara Mandelli, 26, sem dúvida alguma parece mais audaciosa. Ela abandonou a faculdade, trocou a capital por Matinhos e ainda perdeu alguns quilos. “Antes de surfar eu era mais gordinha, mas com os treinos mudei. O surfe é tudo, é o meu viver e não consigo ficar sem”, relata.
O amor é tão intenso que – durante a gravidez – os meses pareciam não passar. Thiara conta que chorava diante da impossibilidade de “cair” no mar. Diferentemente de Neto, que começou a surfar com 10 anos, Thiara só se aventurou com a prancha aos 19 anos.
Transformador
A relação com o mar é tão profunda que, no caso de João Marcos Silva Moura, 17, ajudou até a melhorar a autoestima. “Eu nunca fui muito bom em nenhum esporte, mas surfar é o que eu mais gosto de fazer e vou me profissionalizar a partir deste ano”, revela o jovem.
A profissionalização não é uma meta totalmente definida para Camila Prado Ribeiro, 14. “Eu não surfo todo dia porque foco mais no estudo e também ajudo minha mãe”, conta a garota, que diz não ter como explicar sua relação com o mar. “A sensação de estar na onda é a sensação de estar no infinito”, filosofa.
Infinitos também são os sonhos dos irmãos de Camila, Henrique, 17, e Matheus, 12. Treinando todo dia e participando de várias competições locais e em outros estados, os meninos imaginam o que seria a realização: superar os campeões mundiais Kelly Slater e Andy Irons.
A superação de desafios já faz parte da história destes jovens. O primeiro obstáculo a ser vencido diariamente é o preconceito. Inclusive dentro de casa.
Com exceção de Neto, todos os outros jovens tiveram, inicialmente, de “remar contra a maré dos pais”. A mãe dos irmãos Prado Ribeiro chegou a colocar Henrique de castigo. “Hoje, ela fica mais nervosa e mais feliz do que a gente quando um de nós ganha um campeonato”, entrega Camila.
João Marcos conta que a mãe não gostava que ele surfasse e que os avós tinham medo, porque os surfistas sofrem muito preconceito. Para Neto, há muita bobagem a ser vencida. “Não tem nada a ver achar que surfista é drogado”, reitera. Na opinião dele, como o esporte está crescendo, muitas pessoas estão superando os pensamentos equivocados a respeito do tema.
Preconceito que Thiara ignorou em nome da sua paixão pelo surfe. “Meus pais não gostaram quando deixei a faculdade, mas hoje são meus fãs e tenho apoio total”, avisa.
Com a prancha no balançar das ondas e o olhar para o infinito, essa moçada segue vivendo intensamente sua paixão. E assim, conquistando respeito, confiança e também alguns troféus...
Depois de conhecer a família, a Gabi Ribeiro conversou com a Thiara Mandelli. Confira o resultado:
Walter Alves/Gazeta do Povo
Thiara mudou de vida para se dedicar ao surfe Muita gente diz que amor de verão não sobe a serra. Mas será que ele desce? No caso de uma jovem curitibana, daquelas que os pais sonham em ver formada e bem casada, foi exatamente isso que aconteceu.
Aos 19 anos, Thiara Mandelli largou tudo. O sonho de se formar em Direito e ser delegada da Polícia Civil deu lugar à paixão que começou quase por acaso, de mansinho. “Sempre vinha para a praia com o meu namorado. Enquanto ele surfava, eu ficava na areia, tinha vontade de aprender, mas achava que não iria conseguir porque não tinha equilíbrio”, revela.
Mas Thiara é persistente. “Ficava quatro, cinco horas no mar e muitas vezes não entendia que a culpa de não ficar na prancha era da falta de condições do mar”, revela a hoje tricampeã paranaense de long board, campeã catarinense e uma das top 8 do circuito profissional brasileiro.
Os finais de semana foram ficando cada vez mais longos, o desempenho sob a prancha se intensificava e a vontade de retomar a rotina na capital era quase zero. Em 2004, depois de esticar as férias de julho e se dar bem em seu primeiro campeonato, ficando em segundo lugar, concordou com a ideia do hoje marido e seu treinador, Luciano do Rosário, em se estabelecer no litoral.
Para quem pensa que o coração foi decisivo, Thiara surpreende: “Talvez, se não tivesse o surfe, não teria largado tudo”, observa. O amor pelo esporte fez com que a atleta abandonasse a tradicional dieta de 40 dias das gestantes para competir 35 dias depois do nascimento da filha Luara, hoje com 2 anos e 11 meses.
O lado mãe fortaleceu o espírito de família e, hoje, Thiara controla muito bem o seu tempo. “De manhã me dedico aos treinamentos, à tarde trabalho na nossa creperia e à noite fico com a minha família”, completa.
Aos 26 anos, ela não pensa em se aposentar tão cedo. “Essa é uma das vantagens do surfe, você pode competir inclusive na categoria masters. Então, não penso em parar enquanto puder equilibrar a vida pessoal e profissional”, avalia.
E como a família faz parte da sua rotina, já que o marido é o técnico dela e a filha vai para a praia e para as competições, essa história deverá render muitos capítulos ainda...